Absolute Mulher-Maravilha #2
Qual o preço da magia?
Mesmo só tendo lido até o momento os volumes 1 e 2 de Absolute Mulher-Maravilha a nova série da super-heroína tem sido com certeza um dos quadrinhos que mais tenho gostado nos últimos tempos.
Um dos fatores principais tem sido a forma com que a história utiliza o fator da mitologia e a magia atrelada a ela, trazendo cenas de combate com peso e mostrando que apesar de estamos em um mundo com magia “acessível”, o custo para satisfazer os encantos pode ter que ser pago em sangue.
E neste segundo volume, a história acerta DE MAIS em mostrar isso.
Opa! Cuidado a frente
Escrever notas sobre leituras nem sempre é fácil sem trazer um pouco de
spoilers com o texto. Por isso queria avisar que desta parte do texto para
frente poderá haver spoilers de: Absolute Mulher-Maravilha #2.
Se não quiser que isso impacte sua experiência lendo estes volumes, volte depois
da sua leitura!
Se eu pudesse fazer uma comparação eu diria que a leitura deste volume me lembrou bastante a ideia apresentada no Manga de Fullmetal Alchemist, que caso você nunca tenha lido, utiliza muito a base filosófica de que quanto mais poderoso for o seu pedido de “magia”, igualmente importante deverá ser o que você dará em troca.
E neste segundo volume fica claro que a magia do universo Absolute não é barata. Diana vem desde o volume 1 nos sido apresentada como uma verdadeira guerreira amazona, que mesmo tendo seu contato com magia por conta da sua criação com a feiticeira Circe, sua mãe adotiva, ela é acima de tudo uma guerreira, principalmente em sua força de vontade.
Sacrificar seu braço não mostra apenas seu carinho por Steve, mas deixa claro ao quão extremo ela pode se entregar para proteger o que acredita ser o certo.
Gostei muito como a sequência da história acontece na loja de Gia Candy, tanto na dinâmica de deixar as pessoas da cidade sem audição para protegê-las do som da morte do Tetracida, mas principalmente em como Diana e Gia preparam os ingredientes para o encanto de seu braço.
O detalhe de que Gia teria todos os ingredientes em sua loja cria essa sensação de facilidade em executar o absurdo, e constrói de maneira bem divertida o processo de que Diana ainda precisa se banhar no sangue de seus aliados para executar o encanto final.
Assim como no volume 1 a arte tem sido estonteante, tanto nos detalhes do excelente design de Diana quanto em quadros que acompanhamos a história no inferno.
Quero dar um destaque enorme no belo uso dos tons de verde para o uso de feitiços, vermelho para os sacrifícios de Diana ou do azul para nos apresentar Hécate, que aliás é outro ótimo design de personagem.
Como já comentei neste blog, Absolute Mulher-Maravilha tem sido uma surpresa extremamente agradável, e de toda a série Absolute por enquanto é meu quadrinho favorito, com destaque fortíssimo para a arte.
Ansioso e animado para continuar a leitura da série.