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3 de março de 2026

Absolute Mulher-Maravilha #2


por Kelly Thompson, Hayden Sherman e Jordie Bellaire 56 páginas Editora Panini Ano 2026

Qual o preço da magia?

Mesmo só tendo lido até o momento os volumes 1 e 2 de Absolute Mulher-Maravilha a nova série da super-heroína tem sido com certeza um dos quadrinhos que mais tenho gostado nos últimos tempos.

Um dos fatores principais tem sido a forma com que a história utiliza o fator da mitologia e a magia atrelada a ela, trazendo cenas de combate com peso e mostrando que apesar de estamos em um mundo com magia “acessível”, o custo para satisfazer os encantos pode ter que ser pago em sangue.

E neste segundo volume, a história acerta DE MAIS em mostrar isso.

Opa! Cuidado a frente

Escrever notas sobre leituras nem sempre é fácil sem trazer um pouco de spoilers com o texto. Por isso queria avisar que desta parte do texto para frente poderá haver spoilers de: Absolute Mulher-Maravilha #2.

Se não quiser que isso impacte sua experiência lendo estes volumes, volte depois da sua leitura!

Se eu pudesse fazer uma comparação eu diria que a leitura deste volume me lembrou bastante a ideia apresentada no Manga de Fullmetal Alchemist, que caso você nunca tenha lido, utiliza muito a base filosófica de que quanto mais poderoso for o seu pedido de “magia”, igualmente importante deverá ser o que você dará em troca.

E neste segundo volume fica claro que a magia do universo Absolute não é barata. Diana vem desde o volume 1 nos sido apresentada como uma verdadeira guerreira amazona, que mesmo tendo seu contato com magia por conta da sua criação com a feiticeira Circe, sua mãe adotiva, ela é acima de tudo uma guerreira, principalmente em sua força de vontade.

Sacrificar seu braço não mostra apenas seu carinho por Steve, mas deixa claro ao quão extremo ela pode se entregar para proteger o que acredita ser o certo.

No quadro desta página vemos Diana ajoelhada na frente da lareira de seu reduto no inferno, coberta com um capuz vermelho. No chão vemos seu braço decepado, com um pago estacando a ferida na extremidade que ligava o braço ao seu ombro.
Página número 20 de Absolute Mulher-Maravilha #2

Gostei muito como a sequência da história acontece na loja de Gia Candy, tanto na dinâmica de deixar as pessoas da cidade sem audição para protegê-las do som da morte do Tetracida, mas principalmente em como Diana e Gia preparam os ingredientes para o encanto de seu braço.

O detalhe de que Gia teria todos os ingredientes em sua loja cria essa sensação de facilidade em executar o absurdo, e constrói de maneira bem divertida o processo de que Diana ainda precisa se banhar no sangue de seus aliados para executar o encanto final.

No quadro desta página vemos Diana de joelhos, sem o seu braço, coberta de sangue recitando um feitiço, enquanto seu corpo é atingido por um raio vermelho.
Página número 39 de Absolute Mulher-Maravilha #2

Assim como no volume 1 a arte tem sido estonteante, tanto nos detalhes do excelente design de Diana quanto em quadros que acompanhamos a história no inferno.

Quero dar um destaque enorme no belo uso dos tons de verde para o uso de feitiços, vermelho para os sacrifícios de Diana ou do azul para nos apresentar Hécate, que aliás é outro ótimo design de personagem.

Nesta página vemos a deusa Hécate, encontrando com Circe no inferno. A deusa tem a pele e cabelos brancos como papel, o rosto é coberto por seu capacete, destacando apenas seus olhos relusentes. Ela veste uma armadura apenas de peitoral e tem 6 braços.
Página número 44 de Absolute Mulher-Maravilha #2

Como já comentei neste blog, Absolute Mulher-Maravilha tem sido uma surpresa extremamente agradável, e de toda a série Absolute por enquanto é meu quadrinho favorito, com destaque fortíssimo para a arte.

Ansioso e animado para continuar a leitura da série.